17/08/2010

Adoção da Suástica no Oriente

A descoberta do grupo lingüístico indo-europeu em 1790 teve um grande efeito na arqueologia, que pôde unir os povos pré-históricos da Europa com os antigos indos-arianos. Seguindo-se as descobertas de objetos contendo a suástica nas ruínas de Tróia, Heirinch Schliemann consultou dois especialistas em sânscrito da época – Emile Burnouf e Max Muller. Schliemann concluiu que a suástica era um símbolo específico indo-europeu. Descobertas posteriores deste símbolo entre ruínas hititas e do antigo Irã pareceram confirmar esta teoria. A idéia foi propagada por muitos outros autores, e a suástica rapidamente tornou-se popular no mundo ocidental – aparecendo em muitos desenhos entre 1880 e os anos 20.

Colar indo-ariano, escavado em Kaluraz, Guilan (cerca de 1000 dC, Museu Nacional do Irã).



Estas descobertas e a grande popularidade do símbolo suástico levaram a um desejo de emprestar-se um significado para ele. Na Escandinávia e Alemanha, regiões onde exemplares antigos foram encontrados, o símbolo ganhou o significado de boa-sorte, tal como na tradição indo-iraniana.

O uso do símbolo no ocidente, junto às significações religiosas e culturais que lhe emprestaram, foi corrompido no começo do século XX, quando foi adotado pelo Partido Nazista. Isto ocorreu porque os nazistas declaravam que os arianos eram os antepassados do povo alemão moderno e propuseram, por causa disto, que a subordinação do mundo à Alemanha fosse algo imperativo, e até mesmo predestinado. A suástica então se tornou um símbolo conveniente, de forma geométrica simples e ao mesmo tempo marcante, a enfatizar este mito ariano-alemão, insuflando o orgulho racial. Desde a II Guerra Mundial a maior parte do mundo ocidental tem a suástica apenas como um símbolo nazista, levando a equivocadas interpretações de seu uso no Oriente, além de confusão quanto ao seu papel sagrado e histórico em outras culturas.


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